sexta-feira, 3 de abril de 2026

“Rodrigo Jesus vence o contrarrelógio, mas Jop Biggelaar continua na liderança da Volta ao Concelho de Loulé de Juniores”


Fotos: Diogo Costa / Câmara Municipal de Loulé

Rodrigo Jesus (Academia Efapel de Ciclismo) foi o mais rápido esta manhã, ao concluir o contrarrelógio individual da XXXI Volta ao Concelho de Loulé de Juniores com o melhor tempo. O atual Campeão Nacional Sub?19 na especialidade completou os 11,6 quilómetros do percurso em 12m59s, confirmando a melhor prestação do dia no exercício individual contra o cronómetro. Contudo, Jop Biggelaar (Hagens Berman | Jayco) conseguiu conservar a Camisola Amarela, mantendo a liderança da prova.

A XXXI Volta ao Concelho de Loulé prosseguiu na manhã desta sexta-feira com a segunda etapa, um contrarrelógio individual disputado nas ruas de Loulé, ao longo de 11,6 quilómetros. Tratou-se de um exercício de grande exigência física e técnica, onde cada segundo assumia importância decisiva nas contas da classificação geral.


Depois de uma primeira etapa marcada pela dureza do trajeto entre Alte e Loulé, os corredores enfrentaram um esforço individual num setor rápido, onde a gestão do ritmo e a leitura do percurso poderiam fazer diferenças importantes entre os principais candidatos à vitória da geral.

Depois de ontem vestir a Camisola Amarela no final da etapa inaugural, Jop Biggelaar partia para este crono como primeiro líder da classificação geral, com 32 segundos de vantagem sobre Rodrigo Garcia (Picusa Academy) e 34 sobre Tomás Chehebar (Team Polti | Visit Malta | Fundación Contador), tendo pela frente a missão de defender a margem conquistada na véspera.

À medida que os últimos homens da geral foram entrando em prova, aumentava também a expectativa em torno da definição da etapa e da eventual reconfiguração da classificação geral individual.


No final, a vitória da segunda etapa sorriu ao atual Campeão Nacional de contrarrelógio, Rodrigo Jesus, com Yoav Lewin (Picusa Academy) a terminar em segundo lugar, a 8 segundos, enquanto Dean Woolley (Hagens Berman | Jayco) fechou o pódio, a 9 segundos do vencedor.

Nas contas da geral, este contrarrelógio individual trouxe alterações nas primeiras posições, embora Jop Biggelaar tenha conseguido segurar a liderança, mas com apenas 8 segundos de vantagem sobre Rodrigo Garcia. Já Rodrigo Jesus ascendeu à terceira posição, a 10 segundos do líder, entrando na discussão pela vitória final.

Nas classificações secundárias, Jop Biggelaar continua líder dos pontos e da juventude e Tomás Chehebar conserva a liderança da montanha. Coletivamente, continua a comandar a Hagens Berman | Jayco.

A competição continua esta tarde de sexta-feira, com a terceira etapa, um setor que vai ligar Almancil ao Alto do Malhão, ao longo de 76,6 quilómetros. A tirada vespertina vai voltar a colocar à prova os principais candidatos à geral até à derradeira subida final.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Ainda é cedo para dizer quando poderá voltar” - Lesão de Tom Pidcock, após queda na Catalunha, pode ser mais grave do que parecia”


Por: Miguel Marques

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O aparatoso despiste de Tom Pidcock numa ravina na Volta à Catalunha ganhou novo enquadramento nos dias seguintes, com a sua equipa a confirmar que continua sem horizonte claro para o regresso, já que a extensão total das lesões permanece incerta.

O britânico descreveu-se inicialmente como “muito sortudo” após falhar uma trajetória em descida, sair da estrada e desaparecer de vista, antes de conseguir regressar e concluir a etapa. Na altura, a preocupação imediata era apenas ter evitado ferimentos graves. Esse quadro, entretanto, mudou.

Embora Pidcock tenha conseguido continuar na 5ª etapa, exames posteriores revelaram danos no joelho direito, com a recuperação ainda numa fase inicial e necessidade de nova avaliação antes de conclusões firmes.

Em declarações ao Domestique, o manager da Pinarello Q36.5 Pro Cycling Team, Doug Ryder, sublinhou a incerteza do cenário. “Neste momento não há qualquer ideia ou entendimento claro de quando ele voltará à bicicleta ou à competição”, disse Ryder.

Para já, o foco não é a data de regresso, mas a redução da inflamação, que ainda impede a avaliação completa da lesão. “Estamos apenas a tentar drenar o joelho e baixar o inchaço e tudo isso, por isso temos de esperar”, explicou. “À medida que o inchaço diminuir, podemos começar a usar as TAC para perceber melhor os detalhes”.

De ‘escapou por pouco’ a recuperação incerta

O contraste com o imediato pós-queda é evidente. Pidcock conseguiu voltar a montar, trocar de bicicleta e chegar à meta apesar da gravidade da queda, que o deixou fora da estrada e fora de vista, recorrendo ao rádio para indicar à equipa onde estava.

Agora, porém, ganham relevo as implicações a médio prazo. “Houve algum trauma ali, mas tudo depende de como ele reage, por isso teremos de esperar para ver”, acrescentou Ryder. “Preferimos ser um pouco mais cautelosos”.

Essa cautela deixa o seu calendário imediato em aberto, com as Clássicas das Ardenas no horizonte, mas sem garantia de que estará apto. “É demasiado cedo para dizer”, afirmou Ryder. “Preparámo-nos para ambos os cenários, mas é demasiado cedo para dizer quando poderá voltar”.

Para lá do caso individual de Pidcock, a queda voltou a centrar atenções na segurança dos corredores. Depois de sair da estrada e cair numa ravina, ficou fora do campo de visão do comboio da corrida, com o carro da sua equipa a mais de um quilómetro de distância.

“O nosso carro estava 1,2 km mais à frente, o que é um indicador de que todos temos de fazer melhor, coletivamente”, disse Ryder, apontando para as discussões em curso sobre o eventual uso de rastreio por GPS.

Para já, a prioridade imediata continua a ser a recuperação, com a data de regresso de Pidcock ainda indefinida após uma queda que inicialmente pareceu um feliz escape, mas evoluiu para uma situação mais incerta.

“Isso dá-me muita liberdade ao entrar na Volta à Flandres”: Kopecky confiante e Vollering com fome para domingo”


Por: Miguel Marques

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A Volta à Flandres feminina de domingo perfila-se como uma das edições mais abertas dos últimos anos, com um pelotão profundo e talentoso pronto para lutar nas estradas flamengas. No centro de tudo, como tantas vezes, estão Lotte Kopecky e Demi Vollering, duas ciclistas que conhecem como poucas os pontos fortes uma da outra e que chegam em excelente forma.

 

Kopecky: finalmente liberta

 

A primavera não foi linear para Kopecky. A belga admitiu ter colocado enorme pressão sobre si nas primeiras semanas da época, e os resultados não surgiam com a facilidade desejada. Depois veio a Nokere Koerse, e depois a Milan-Sanremo, e de repente tudo mudou.

“No início estava a lutar, não sei bem porquê. Mas vencer a Nokere Koerse e Sanremo tirou-me muito da pressão que eu própria me coloquei, porque eu quero mesmo é ganhar corridas. Na minha cabeça dá-me muita liberdade para entrar na Volta à Flandres”, disse à Domestique.

Questionada diretamente sobre como a sua forma compara com a de há doze meses, a resposta foi inequívoca. “Estou exatamente no nível em que quero estar. Normalmente isso deve chegar para ganhar clássicas”, afirmou Kopecky. Rapidamente reconheceu também que o pelotão feminino nunca foi tão profundo, apontando a FDJ United-Suez, a UAE Team ADQ e a Visma–Lease a Bike como equipas que elevaram a fasquia, e enumerando uma lista de verdadeiras candidatas, incluindo Demi Vollering, Marianne Vos, Pauline Ferrand-Prevot, Katarzyna Niewiadoma e Lorena Wiebes.

Mas não tenciona deixar que isso mude a sua mentalidade. “Não preciso de me ver como a principal favorita. Conheço as minhas qualidades, conheço a minha forma, e isso basta. Não vai influenciar a minha corrida”.

No plano tático, Kopecky sabe que anos a enfrentar as mesmas rivais têm dois lados. “Sabemos, em certos momentos, como elas pensam. Mas também ao contrário, elas conhecem os meus pontos fortes, sabem como penso em corrida”.

A sua abordagem no dia passará pelo instinto. “Pode-se estar muito forte, mas se se gasta energia nos momentos errados, ela vai-se. Às vezes estamos muito entusiasmadas, queremos ir já, mas temos de nos manter calmas”.

E se sair sem a quarta vitória na Ronde? “Sim, ficaria desiludida. Treino para ganhar corridas. Percebo que ganhar duas clássicas na mesma época é muito difícil, e estou feliz por já ter vencido Sanremo. Mas, claro, ficaria desiludida”.

Vollering: finalmente a liderar a sua própria corrida

Demi Vollering falhou a Volta à Flandres em 2025, mas regressa no domingo e falou, após o segundo lugar na Dwars door Vlaanderen, sobre a forma como encara a corrida. “É sempre bom ter confirmação, sentir as pernas e ver as outras a sofrer”, disse após esse resultado, alcançado depois de várias semanas de treino sem competir.

O que torna esta edição particularmente interessante para Vollering é o contexto. Nas suas participações anteriores na Ronde, correu consistentemente ao serviço de colegas mais fortes, como Kopecky, Chantal van den Broek-Blaak e Anna van der Breggen. “No passado corri sempre para as minhas colegas na Volta à Flandres. Tive sempre companheiras muito fortes nessa corrida que podiam fazer um pouco melhor do que eu”, admitiu sem rodeios.

Isso já não se aplica. Vollering chega a domingo como líder indiscutível da sua equipa, e a curiosidade sobre o que pode fazer nesse papel é genuína, inclusive a sua. “Estou muito curiosa para ver como será no domingo. Encaro-o com grande confiança. Estou pronta”. Após cinco tentativas e ainda sem vitória, este pode ser o ano em que finalmente descobre a resposta.

“CONFIRMADO: Os “7” que vão apoiar Tadej Pogacar na defesa do título da Volta à Flandres”


Por: Letícia Martins

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Tadej Pogacar rumará à Volta à Flandres e a UAE Team Emirates - XRG anunciou a sua convocatória. Não há surpresas, mas há potência suficiente para controlar a corrida até à fase decisiva, onde se espera o ataque do campeão do mundo.

“Estou muito satisfeito por voltar à Flandres para defender o título. A forma como toda a equipa correu na Milan-Sanremo foi impressionante e, se conseguirmos transportar isso para as próximas semanas, acredito que podemos alcançar grandes resultados”, disse Pogacar num comunicado.

Apesar de só somar dois dias de competição esta época, ambos foram vitórias - na Strade Bianche e na Milan-Sanremo - e a sua forma pareceu no ponto. Entra na Flandres como o homem a bater após o triunfo convincente de há 12 meses, sustentado pelo rendimento constante em subida desde então. Taticamente, a UAE dificilmente será subjugada, apresentando um bloco mais forte do que a Alpecin; já a Visma e a BORA de Remco Evenepoel poderão tentar colocá-lo sob pressão.

“A Flandres é um dos grandes redutos do ciclismo e a energia em torno desta corrida é especial, um prazer fazer parte. Desde a minha última prova, tenho treinado, acompanhando também as corridas e aplaudindo os companheiros a partir de casa, por isso estou entusiasmado por voltar à ação.”

Pogacar terá o apoio do inspirado Florian Vermeersch como principal gregário. Nils Politt, António Morgado, Mikkel Bjerg, Rui Oliveira e Benoît Cosnefroy completam a convocatória.

 

UAE Team Emirates - XRG para a Volta à Flandres 2026

Ciclistas

 

Tadej Pogacar

Nils Politt

Florian Vermeersch

António Morgado

Mikkel Bjerg

Rui Oliveira

Benoît Cosnefroy

“Iuri Leitão perto da vitória na Route Adélie de Vitré, marcada por vitória espanhola e desclassificação francesa”


Por: Miguel Marques

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Iuri Leitão, da Caja Rural - Seguros RGA, ficou muito perto de triunfar, esta sexta-feira, na clássica francesa La Route Adélie de Vitré, disputada ao longo de 174 quilómetros.

Depois do vento lateral fazer estragos e deixar cerca de 30 unidades na parte dianteira do pelotão, foi a Lotto-Intermarché quem mais se destacou, tentando lançar o sprint para Milan Menten. Antes da última curva, porém, Iuri Leitão tentou repetir uma receita que já lhe deu frutos - antecipar o sprint.

O português, que somou duas medalhas nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 na pista, tentou entrar na frente da última curva, algo que um ciclista da Cofidis lhe negou, mas assim que teve espaço arrancou, a cerca de 500 metros da meta. No entanto, acabaria por ser ultrapassado nos metros finais pelo francês Pierre Gautherat, da Decathlon CGA CGM, e pelo espanhol Marc Brustenga, da Equipo Kern Pharma.

Já após o corte da meta, o desfecho sofreria uma alteração: Gautherat foi desclassificado por sprint irregular, o que elevou Iúri Leitão à segunda posição final, enquanto a vitória acabou por sorrir ao corredor espanhol, que consegue assim inaugurar o seu palmarés profissional. Recorde-se que Leitão atravessa um bom momento de forma, depois da vitória recente noutra corrida francesa, a Classic Loire Atlantique.

“Jop Biggelaar conquista a primeira etapa da Volta ao Concelho de Loulé Juniores”


Fotos: Diogo Costa / Câmara Municipal de Loulé

Jop Biggelaar (Hagens Berman | Jayco) é o primeiro Camisola Amarela da XXXI Volta ao Concelho de Loulé de Juniores, após triunfar esta quinta feira, isolado, na chegada a Loulé. Aquela que é considerada uma das mais importantes competições no calendário de formação nacional teve início esta quinta- feira, com a primeira etapa, que ligou Alte a Loulé, num percurso de 79,9 quilómetros.

Num pelotão composto por 130 corredores, em representação de várias equipas nacionais e internacionais, esta edição volta a afirmar-se como uma referência no panorama do ciclismo júnior, contando com uma forte presença de formações estrangeiras, o que reforça, desde logo, a qualidade do lote à partida.

A corrida arrancou em ritmo muito elevado e rapidamente começaram as primeiras movimentações ofensivas. A luta pela primeira Meta Volante, instalada em Monte Brito aos 16,3 quilómetros, foi discutida ao sprint, com Loek Hovers (Hagens Berman | Jayco) a passar em primeiro lugar.


As movimentações continuaram e foi aos 20 quilómetros que se formou a fuga do dia, com um sexteto a conseguir destacar-se na frente: Alvaro Dominguez (Electromercantil-GR100), Jop Biggelaar, Rodrigo Garcia (Picusa Academy), Tomás Chehebar (Team Polti | Visit Malta | Fundación Contador), Itamar Segal (Picusa Academy) e Afonso Falcão (Landeiro - Matinados - Matias&Araújo).

Este sexteto manteve-se sempre junto e a colaborar, apesar da perseguição por parte da Academia Efapel de Ciclismo e da Electromercantil-GR100, que não surtiu qualquer efeito nos fugitivos.

Com o pelotão a rolar a um ritmo muito intenso, na Meta Volante de Salir, aos 42,4 quilómetros, foi Alvaro Dominguez quem passou em primeiro lugar, numa altura em que os homens da frente dispunham já de 01m45s de vantagem sobre o pelotão. Foi precisamente nesta fase da corrida que se deu uma nova seleção na frente, com Tomás Chehebar e Jop Biggelaar a conseguirem destacar-se dos restantes elementos da fuga, assumindo-se como os dois corredores mais fortes da etapa.


A aproximação à última dificuldade montanhosa voltou a endurecer a tirada e a provocar diferenças entre os homens da frente. Foi novamente Tomás Chehebar a passar em primeiro lugar no Prémio da Montanha de 2.ª categoria, em Querença, aos 65,1 quilómetros, confirmando a conquista dos pontos decisivos para a liderança da montanha.

Após a passagem pelo alto, a corrida entrou numa fase decisiva e foi já em plena descida que Jop Biggelaar conseguiu destacar-se na dianteira, aproveitando o momento para lançar o ataque que viria a revelar-se decisivo. Atrás, Tomás Chehebar e Rodrigo Garcia, ainda procuraram organizar a perseguição, mas a vantagem do neerlandês foi-se consolidando numa fase em que o pelotão principal já seguia completamente fracionado em vários grupos, reflexo da dureza da jornada e da intensidade imposta desde o arranque.

Na chegada a Loulé, Jop Biggelaar confirmou o triunfo, isolado, completando os 79,9 quilómetros em 01h58m23s. Rodrigo Garcia foi segundo classificado, a 32 segundos, enquanto Tomás Chehebar terminou na terceira posição, a 34 segundos.

Na classificação geral individual, Jop Biggelaar é assim o primeiro líder da XXXI Volta ao Concelho de Loulé de Juniores, com as vantagens a espelhar as diferenças verificadas na etapa. O corredor da Hagens Berman | Jayco lidera também a classificação por pontos e a juventude, enquanto Tomás Chehebar assume a camisola azul da montanha. Por equipas, a liderança pertence à Hagens Berman | Jayco.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

quinta-feira, 2 de abril de 2026

“Antevisão da Volta à Flandres 2026: Pogacar conseguirá o 2º monumento do ano ou Van der Poel, Van Aert e Evenepoel vão fazer-lhe frente?”


Por: Miguel Marques

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O segundo monumento da época disputa-se a 5/4. Trata-se da Volta à Flandres, rainha das clássicas flandriennes e a que reúne mais grandes “bergs” empedrados da região. Analisamos o seu perfil e fazemos a antevisão; a partida e a chegada estão previstas para as 08:20 e 15:20.

A “Ronde van Vlaanderen” nasceu em 1913, com Paul Deman a vencer a primeira edição. É a maior corrida numa região onde o ciclismo é rei, marcada pelas subidas em paralelo e paisagens tradicionais. Sete corredores partilham o recorde de três vitórias, incluindo figuras de várias gerações como Johan Museeuw, Tom Boonen, Fabian Cancellara e Mathieu van der Poel. Mas tantos outros grandes nomes também venceram aqui…

Rik van Steenbergen, Rik van Looy, Tom Simpson, Eddy Merckx, Roger de Vlaeminck, Jan Raas, Adrie van der Poel, Eddy Planckaert, Michele Bartoli, Peter van Petegem, só para citar alguns…

No ciclismo mais recente tivemos Tom Boonen (2005, 2006 e 2012), Fabian Cancellara (2010, 2013 e 2014) e Mathieu van der Poel (2020, 2022 e 2024) a triunfar por três vezes. Pelo meio, figuras lendárias como Stijn Devolder, Alexander Kristoff, Peter Sagan, Philippe Gilbert, Niki Terpstra, Alberto Bettiol, Kasper Asgreen… E a adição mais recente ao palmarés: Tadej Pogacar. Em 2023, o esloveno venceu com um ataque a solo sobre Mathieu van der Poel e em 2025 repetiu a dose numa edição com um final espetacular.

 

Perfil: Antuérpia – Oudenaarde

 

278,5 quilómetros no menu este ano. A distância promete uma corrida brutal. A Volta à Flandres é, desde sempre, território para corredores capazes de render ao mais alto nível durante muitas horas e, este ano, essa capacidade será levada ao limite. A partida em Antuérpia antecede pouco mais de 135 quilómetros maioritariamente calmos, sensivelmente metade da prova. Porém, na segunda metade tudo muda, com o Oude Kwaremont a abrir as hostilidades a 136 quilómetros da meta.

Dos 130 aos 80 quilómetros para o fim haverá uma longa sucessão de “bergs” e setores de paralelo que irão afinar o pelotão. Normalmente, vemos ataques táticos nesta fase, e muitos, pois as equipas tentam antecipar os principais favoritos antes da combinação Kwaremont–Paterberg–Koppenberg, onde a corrida inevitavelmente parte. No pelotão, apesar de muita estrada plana, ainda será cedo o suficiente para que alguns gregários mantenham um ritmo elevado.

A zona crucial começa na segunda passagem pelo Oude Kwaremont. Kwaremont, Koppenberg e Paterberg surgem em rápida sucessão e este trio não só destrói o pelotão, como oferece oportunidades para ataques potencialmente decisivos. Surgem a 55,5, 51,5 e 45,5 quilómetros da chegada. Poucos resistirão no grupo principal depois disso e, com um lote reduzido, os ataques decisivos também podem chegar mais tarde, já que a capacidade de perseguição perde peso.

O Koppenberg, em particular, é a subida mais difícil da corrida e uma daquelas onde os trepadores podem realmente fazer a diferença, pois não se trata de um esforço explosivo. Os 600 metros empedrados têm média de 13% e tocam os 21% máximos, um esforço anaeróbico brutal com as rampas mais duras perto da base.

Mariaborrestraat (40 km para o fim), Taaienberg (38,5 km) e Oude Kruisberg (26,5 km) seguem-se e oferecem mais plataformas para ataques perigosos. Após uma curta descida, a corrida entra nos setores finais.

Pela terceira e última vez, o Oude Kwaremont. Um “berg” esgotante, de pendentes irregulares, que coroa a 16,5 km da meta.

E, depois de um curto troço, o último “berg” da prova é, como sempre, capaz de fazer diferenças: o Paterberg. Curto mas incisivo, é basicamente um minuto a fundo após cerca de 6:30 horas de corrida dura, onde a roda não conta. Uma subida que quase todos conhecem de olhos fechados, mas onde ninguém disfarça as pernas; o topo surge a 13 quilómetros do fim.

Como todos os anos, a aproximação a Oudenaarde é penosa. Totalmente plana após a curta descida do Paterberg, ainda é terreno para ataques, mas tudo depende do que acontecer nas subidas.

 

O Tempo

 

Os ciclistas enfrentarão um ligeiro risco de chuva ao longo do dia e um vento que ganhará uma intensidade significativa vindo de oeste. No início do dia, este vento será predominantemente frontal, embora existam alguns troços com vento lateral onde será necessário ter atenção antes de chegar à parte principal da prova.

Os ciclistas terão vento favorável à chegada em Oudenaarde, o que favorece os atacantes e aqueles que fizerem a diferença nas subidas do dia.

 

Os Favoritos

 

Tadej Pogacar

O campeão em título e, na minha opinião, o homem a abater. A Volta à Flandres já não é uma corrida muito tática, e a exibição de Pogacar no ano passado foi um bom exemplo: simplesmente atacou todas as subidas desde o Koppenberg até se livrar de todos os seus rivais. O bom (para a UAE) desta tática é que só precisa de controlar a corrida até ao Koppenberg, e com o apoio de homens como Florian Vermeersch e (se encontrar o seu posicionamento) António Morgado, isso não deverá ser um problema.

Simplesmente não consigo ver as suas hipóteses de vitória, porque o seu desempenho nas subidas só melhora e não acho que nem mesmo um van der Poel no auge da forma consiga acompanhá-lo em subidas de ritmo moderado como o Koppenberg ou o Oude Kwaremont, que não são subidas explosivas, e Pogacar tem a vantagem.

 

Mathieu van der Poel

Mas isso não quer dizer que van der Poel não esteja no seu melhor, está. Tem mesmo registado níveis recorde de potência, e na In Flanders Fields não pareceu estar a dar tudo. Sim, a sua quase derrota na E3 foi preocupante, mas influenciado pelo vento, não foi ameaçado quando atacou. A Alpecin, no entanto, não tem equipa, pelo que dependem realmente da UAE querer controlar a situação, porque se a disputa se tornar tática, van der Poel terá certamente de perseguir mais do que os seus rivais.

 

Wout Van Aert

O ciclista da Visma não está ao mesmo nível de subida dos outros dois, precisamos de ser realistas, mesmo que pareça ter encontrado o momento perfeito para a sua forma física. Desempenhos muito positivos em Wevelgem e Dwars door Vlaanderen colocam-no claramente como o terceiro favorito, mas depende da sua resistência e de um possível sprint final, mesmo que isso não o favoreça claramente. A fuga dos dois grandes não vai acontecer, e embora ele possa superá-los em inteligência entre as subidas, Pogacar e van der Poel não são conhecidos por cederem ou se absterem de perseguir. Portanto, isto limita realmente o que Van Aert pode fazer para vencer. Mas, como já foi argumentado, a sua melhor hipótese pode ser tentar seguir os melhores mais uma vez, mas se tiver sucesso, recusar-se a trabalhar e procurar criar situações caóticas na corrida, mesmo que isso lhe crie alguns inimigos. A Visma, com Per Strand Hagenes e Christophe Laporte, tem os homens para atacar a corrida desde o início e torná-la tática; precisam de usá-los e criar alianças.

 

Remco Evenepoel

O grande joker, como já escrevi anteriormente. Sim, é a sua estreia, mas estamos em 2026. Já vimos Pogacar fazer isso e quase ganhar, e depois estrear-se em nada mais nada menos que o Paris-Roubaix e quase ganhar. Quando se é um "extraterrestre", pouco importa se se sabe o que se está a competir, pois estes ciclistas são simplesmente melhores no ciclismo em geral. O Evenepoel, neste caso, é formidável em subidas curtas e íngremes, ótimo em corridas longas e extremamente perigoso em ataques a solo. É também capaz de se aliar a um dos ciclistas acima para potencialmente abater um Pogacar ou um van der Poel... Isto pode resultar num final diferente do ano passado.

Mas Evenepoel não é apenas um candidato ao pódio; na Catalunha, o seu desempenho foi muito bom e está muito motivado para correr perante os seus adeptos aqui. É um perigo real, porque os seus rivais conhecem a sua capacidade de ataque a solo, van der Poel e Pogacar têm de neutralizar todos os seus movimentos, e é um ciclista que ataca frequentemente no plano, o que representa um perigo para o domínio dos "dois grandes" nas subidas. Além disso, a BORA tem uma equipa muito forte e acredito que, se for bem orientado por Gianni Vermeersch, o posicionamento também não será um problema.

Temos a Soudal - Quick-Step, que contará com Dylan van Baarle e Jasper Stuyven, dois ciclistas que costumam destacar-se nas provas de resistência; a Lidl-Trek, com Mads Pedersen, que não está na sua melhor forma, mas será sempre um fator a considerar, talvez com mais liberdade para Mathias Vacek; a Bahrain - Victorious, com Alec Segaert e Matej Mohoric a fazerem dupla; a Uno-X, com uma dupla semelhante, Jonas Abrahamsen e Rasmus Tiller...

Magnus Sheffield e Romain Grégoire mostraram-se bastante fortes na Dwars door Vlaanderen e podem certamente ser fatores importantes nas subidas da Flandres; Embora nomes como Aimé de Gendt, Michael Valgren e talvez Toon Aerts também mereçam ser considerados, alguns ciclistas podem ter esperança de repetir o cenário de 2024 para melhorar as suas hipóteses de terminar entre os 10 primeiros. As condições não são as ideais para tal, mas qualquer grupo que chegue a Oudenaarde terá alguns destes ciclistas como candidatos à vitória no sprint. Há alguns velocistas de peso, como Soren Waerenskjold e Paul Magnier, que deverão ter dificuldades, mas podem surpreender; e especialistas em clássicas mais experientes, como Biniam Girmay, Matteo Trentin, Ben Turner, Davide Ballerini e Ivan García Cortina. Arnaud de Lie é sempre um fator a considerar, mas na sua forma atual, é difícil imaginar que isso aconteça.

 

Previsão para a Volta à Flandres 2026

 

*** Tadej Pogacar

** Mathieu van der Poel, Remco Evenepoel, Wout Van Aert

* Florian Vermeersch, Gianni Vermeersch, Per Strand Hagenes, Mads Pedersen, Jasper Stuyven, Jonas Abrahamsen, Alec Segaert, Magnus Sheffield

Escolha: Tadej Pogacar

Cenário previsto: Vitória individual, e direi que talvez o ataque vencedor seja no Koppenberg desta vez.

Original: Rúben Silva

“Pensei: ‘Mas que…’” - Marlen Reusser resiste ao jogo do gato e do rato com Demi Vollering após deitar quase tudo a perder na Dwars door Vlaanderen”


Por: Miguel Marques

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Marlen Reusser assinou um notável regresso vitorioso à competição na Dwars door Vlaanderen, batendo Demi Vollering por escassos centímetros após um final caótico e quase um colapso auto infligido nos quilómetros decisivos.

A suíça, que apenas alinhou pela quinta vez esta época depois de uma lesão ter condicionado o arranque da sua campanha, triunfou numa fuga a duas que parecia controlada até a hesitação e o jogo tático quase oferecerem a vitória ao pelotão.

Quando o duo abrandou no último quilómetro, Lieke Nooijen saiu do pelotão e transformou por instantes o desfecho numa disputa a três, expondo o quão perto a jogada esteve de ruir por completo.

“Na verdade, estou um pouco surpreendida. Não esperava que fosse assim. Estou muito feliz”, admitiu Reusser na entrevista pós-corrida.

 

Do controlo ao caos no final

 

A movimentação decisiva formou-se dentro dos últimos 20 quilómetros, quando Vollering fechou o espaço até Reusser, criando uma dupla perigosa que rapidamente cavou diferença sobre uma perseguição fragmentada.

Atrás, a UAE Team ADQ assumiu a responsabilidade, com Elisa Longo Borghini a impor o ritmo para Eleonora Gasparrini, enquanto a SD Worx-Protime se refugiava na superioridade numérica através de Lotte Kopecky, Mischa Bredewold e Julia Kopecky para não trabalhar. Apesar dessa vantagem coletiva, a falta de coesão na perseguição permitiu ao duo da frente ampliar a margem.

Ainda assim, a fuga esteve longe de ser linear. Reusser reconheceu que sofreu no início, sobretudo na colocação, antes de ganhar ritmo à medida que o final se aproximava. “No começo da corrida, senti: ‘Ahh.’ Tive mesmo dificuldades na colocação e assim, mas mantive a confiança para ajudar toda a equipa, porque acho que temos uma equipa super forte”, explicou.

Essa confiança transportou-se para a fase decisiva, onde a tática pesou tanto como as pernas. “Acho que foi mesmo chave ter a Cat Ferguson atrás, porque sabia que não tinha de estar sempre a puxar”, disse Reusser. “Disse à Demi: ‘Fico na roda.’ Depois foi ideal, porque ela teve de ir, e eu consegui seguir durante bastante tempo”.

 

Quase deitar tudo a perder antes do sprint

 

Essa abordagem, porém, contribuiu para um último quilómetro tenso e desgarrado. Com ambas a hesitar e relutantes em assumir por completo, a vantagem encolheu rapidamente quando Lieke Nooijen atacou do pelotão e fechou o espaço.

Por um momento, pareceu que a vitória podia escapar totalmente, com a corrida a recompor-se por instantes. “Fiquei tipo, ‘Mas que…’,” recordou Reusser, entre risos, ao rever o momento em que o perigo se tornou evidente.

Mas o gasto para fazer a ponte deixou Nooijen sem a aceleração final para discutir o triunfo. Com a estrada a empinar até à meta em Waregem, o sprint decidiu-se entre as duas da frente.

Apesar da reputação de Vollering como finalizadora mais rápida, Reusser acertou no tempo, passou nos metros finais e garantiu uma vitória por margem mínima. “Tive muita sorte no sprint”, reconheceu. “Acho que foi bom poder ficar tanto tempo na roda”.

Nooijen segurou o terceiro lugar após o seu esforço tardio, completando um pódio moldado tanto pela hesitação como pela força nos quilómetros finais.

“Ciclista da Caja Rural em estado crítico após violento embate com automóvel”


Por: José Morais

O jovem ciclista espanhol Jaume Guardeño, de 23 anos, permanece internado em estado grave depois de um acidente ocorrido na passada terçafeira, durante um treino na Catalunha. O atleta da Caja Rural–Seguros RGA, colega de equipa do português Iuri Leitão, foi colhido por um automóvel e necessitou de ser evacuado de helicóptero para o Hospital Taulí de Sabadell, nos arredores de Barcelona, onde continua nos cuidados intensivos.

Segundo a equipa espanhola, o impacto foi “particularmente severo”, obrigando a uma intervenção médica imediata no local. A formação navarra tem mantido contacto permanente com a família do corredor e agradeceu publicamente as mensagens de apoio que têm chegado de todo o pelotão internacional.

 

Um talento em ascensão travado por um acidente inesperado

 

Guardeño regressava aos treinos após competir na Volta à Catalunha, onde concluiu a prova no 29.º lugar, confirmando a sua evolução entre os jovens trepadores do pelotão europeu. A temporada de 2024 já o tinha trazido a Portugal, com participações na Clássica da Figueira da Foz e na Volta ao Algarve.

O espanhol tem vindo a construir um currículo sólido:

14.º classificado na Vuelta 2023, o seu melhor resultado em grandes voltas

Duas participações na Volta a Portugal (2023 e 2024), terminando em 18.º e 11.º, respetivamente

Distinguido como melhor jovem nas duas edições em que participou

A sua regularidade e maturidade competitiva têm sido apontadas como sinais de um futuro promissor, tornando o acidente ainda mais marcante para a equipa e para os adeptos.

 

O impacto no pelotão e a onda de solidariedade

 

A notícia provocou forte comoção no ciclismo espanhol e português, especialmente entre os corredores que partilharam estrada com Guardeño nas últimas temporadas. Várias equipas e atletas enviaram mensagens de força, sublinhando o espírito combativo e a humildade do jovem corredor.

A Caja Rural reforçou que continuará a divulgar atualizações clínicas “com responsabilidade e respeito pela família”, pedindo serenidade enquanto se aguarda evolução do estado de saúde.

“Resultados Dwars door Vlaanderen 2026: De partir o coração! Wout Van Aert perde para Filippo Ganna a 80 metros da meta”


Por: Miguel Marques

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A Dwars door Vlaanderen 2026 transformou-se numa corrida implacável e veloz que foi crescendo até um desfecho dramático, com Filippo Ganna a anular o ataque de longo alcance de Wout van Aert nos metros finais para vencer em Waregem.

Desde a bandeira em Roeselare, correu-se a toda a velocidade. Uma série de ataques iniciais impediu a formação imediata de uma fuga, com o pelotão a recompor-se repetidamente nos quilómetros iniciais apesar das tentativas constantes de clarificar a corrida.

Esse início agressivo teve custos. Uma queda a meio da prova fraturou o pelotão e levou ao abandono de Dylan Teuns e Jenno Berckmoes, este último encaminhado para o hospital, enquanto outros foram obrigados a perseguir para regressar. Problemas mecânicos afetaram brevemente vários corredores, incluindo Van Aert e Jasper Philipsen, acrescentando instabilidade a um grupo já em tensão.

Apesar das acelerações sucessivas, só após a aproximação às primeiras colinas, incluindo o Volkegemberg e o Berg Ten Houte, é que surgiu um movimento com real consequência. Um grupo numeroso e poderoso, com cerca de 20 corredores, destacou-se, com representação de quase todas as equipas principais.

Entre os presentes estavam Christophe Laporte e Matthew Brennan pela Team Visma | Lease a Bike, Mads Pedersen, Soren Kragh Andersen e Mathias Vacek pela Lidl-Trek, e Florian Vermeersch e Benoit Cosnefroy pela UAE, além de nomes como Alberto Bettiol, Jonas Abrahamsen e Mick van Dijke. Notaram-se ausências de peso, porém, incluindo Van Aert e toda a Alpecin-Premier Tech.

Esse desequilíbrio moldou de imediato a corrida atrás. Sem a Alpecin na frente, a equipa foi obrigada a trabalhar no comando do pelotão, juntando-se a INEOS Grenadiers e Lotto-Intermarche num esforço de perseguição sustentado até a fuga ser neutralizada na zona de colinas.

 

A movimentação de longo alcance de Van Aert redefine a corrida

 

Após uma série de acelerações que afinaram o pelotão sem produzir uma seleção clara, a corrida partiu-se finalmente nas rampas empedradas do Eikenberg.

Van Aert desferiu um movimento decisivo, primeiro distanciando os rivais diretos e depois fazendo a ponte até aos líderes para formar uma nova frente com Romain Gregoire e Larsen. Atrás, a desorganização, incluindo outro problema mecânico para Filippo Ganna, complicou ainda mais a perseguição.

O trio estabeleceu rapidamente uma vantagem, com Van Aert a impor grande parte do andamento enquanto a diferença se aproximava dos 40 segundos e o pelotão lutava para organizar uma resposta coerente.

No Nokereberg, o belga voltou a aumentar a pressão. Gregoire cedeu sob as acelerações repetidas, deixando Van Aert na dianteira com Larsen quando a corrida entrou na fase decisiva.

Em vez de gerir pela superioridade numérica, Van Aert continuou a forçar o ritmo, acabando por descarregar também Larsen e seguir isolado, comprometendo-se a fundo com um esforço solitário prolongado enquanto a corrida se mantinha em aberto atrás.

 

Perseguição tardia aproxima-se e Ganna desferra o golpe decisivo

 

Atrás, a corrida reorganizou-se gradualmente. Um pelotão fragmentado voltou a compor-se, com corredores como Ganna e Laurence Pithie a regressarem à frente da perseguição, enquanto Soudal-Quick Step e Lidl-Trek deram estrutura ao esforço coletivo.

Apesar disso, Van Aert manteve-se firme. Já dentro dos últimos 10 quilómetros, segurava ainda uma margem curta, acelerando repetidamente à saída das curvas para manter os perseguidores à distância.

A diferença, porém, começou a cair sob pressão contínua. Desceu para 15 segundos, e depois menos, com Ganna a comandar a perseguição em relevos potentes que destacaram um grupo selecionado atrás de si.

Nos quilómetros finais, tudo se comprimiu. O pelotão alongou-se em fila na perseguição, com vários corredores a contribuírem, enquanto Van Aert insistia a solo, resistindo metro a metro.

Mas nos metros derradeiros, o esforço cobrou a fatura. Impulsionado pela perseguição, Ganna lançou o sprint na reta final, passou Van Aert em potência e venceu em Waregem, com o belga a resignar-se ao segundo lugar após um número de longo alcance que moldou a corrida.

Foi um desfecho amargamente familiar. Um ano depois de perder num final a três contra um, Van Aert voltou a ser negado já tarde, apesar de ter sido o homem que ditou a corrida, desta vez apanhado nos metros finais após se comprometer totalmente com o ataque.

Amparado por um forte apoio do público ao longo dos quilómetros finais, ficou a milímetros de pôr fim a três anos de espera por um triunfo nas Clássicas da Primavera, só para o ver escapar no último instante.

“Mercado: Feirense - Beeceler resgata Abner González e reforça ambição para a temporada de 2026”


Por: Miguel Marques

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A Feirense - Beeceler assegurou a contratação do porto-riquenho Abner González, terceiro classificado da Volta a Portugal em 2024, marcando assim o regresso do corredor ao pelotão nacional, uma época depois.

Aos 25 anos, González integra a formação de Santa Maria da Feira já com a temporada em curso, após o desaparecimento da equipa Illes Balears Arabay. A estrutura portuguesa considera tratar-se de um acréscimo importante ao seu plantel, destacando o impacto imediato que poderá ter no plano competitivo.

"Atual campeão nacional de estrada de Porto Rico, Abner traz maturidade, consistência e resultados de referência no panorama internacional", salienta a equipa portuguesa.

Depois de se ter destacado na Volta a Portugal de 2024 ao serviço da Efapel Cycling, o ciclista transferiu-se para a Caja Rural - Seguros RGA, onde permaneceu apenas uma temporada, com uma doença a condicionar a sua passagem pela equipa espanhola. Seguiu-se a assinatura pela Illes Balears Arabay para 2026, projeto que acabou por não avançar, levando agora ao seu regresso a Portugal.

No seu percurso, o corredor conta ainda com três épocas na Movistar Team, ao mais alto nível do ciclismo mundial, além de quatro títulos nacionais de fundo por Porto Rico.

A formação orientada a partir de Santa Maria da Feira atravessa atualmente um período delicado, encontrando-se a cumprir uma suspensão de 22 dias na sequência de três anomalias (António Carvalho, Venceslau Fernandes e Barry Miller) registadas no passaporte biológico entre 2022 e 2023. Ainda assim, acredita que a chegada de González pode marcar um novo impulso competitivo.

"O que resta da temporada com confiança reforçada e determinação em alcançar resultados de excelência".


“Seleção Nacional Júnior de Pista inicia ciclo de 2026 com estágio”


A Seleção Nacional Júnior de Pista iniciou o ciclo de trabalho rumo à época de 2026 com a realização de um estágio, entre 28 e 30 de março, para atletas desta categoria (Sub-19). O encontro contou com a participação de oito corredores de diferentes equipas nacionais e teve lugar em Anadia, na Academia Sports Center e no Velódromo Nacional de Sangalhos.

João Silva (Associação Ciclismo NRV), Rodrigo Afonso e Simão Pedrosa (GDCP Santa Marta de Portuzêlo), Rodrigo da Conceição (Clube de Ciclismo da Bairrada), Afonso Falcão e Rodrigo de Abreu (Associação Cultural e Recreativa de Roriz), Vicente Saraiva (Associação Recreativa de Grada) e Guilherme Serra (Grupo Recreativo Matos Cheirinhos) foram os oito convocados pelo Selecionador Nacional de Pista, Gabriel Mendes.

Este estágio representa “o início do processo de trabalho da Seleção Júnior de Pista 2026”, destacou Gabriel Mendes, reforçando que o grupo “não é fechado” e que estão previstas novas ações que permitirão integrar e observar mais atletas.

Os objetivos imediatos passam por aprofundar o conhecimento sobre cada corredor, desenvolver competências específicas da vertente de pista e avaliar o potencial de evolução com vista ao alto rendimento.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Federação Portuguesa de Ciclismo apresenta calendário de Cycling Esports para 2026”


A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) já definiu o calendário para a vertente de Cycling Esports em 2026, reforçando o compromisso com o crescimento do ciclismo virtual em Portugal e a afirmação internacional desta disciplina.

O destaque vai para o Campeonato Nacional de Cycling Esports, que terá início com o apuramento no dia 28 de abril, às 19h30, seguindo-se a final a 9 de maio, com as provas feminina e masculina a realizarem-se, respetivamente, às 15h00 e 17h00, no Cycling District Porto, através da plataforma MyWhoosh.

Para além do Campeonato Nacional, o calendário inclui ainda quatro provas da Taça de Portugal de Cycling Esports, agendadas para os meses de setembro e outubro de 2026. Estas competições assumem particular relevância na preparação dos atletas para as qualificações dos Campeonatos do Mundo de Esports, onde Portugal pretende marcar presença.

O Cycling District será parceiro da Federação Portuguesa de Ciclismo na organização e promoção de todo o calendário de Esports para 2026, reforçando a aposta no desenvolvimento desta vertente.

Um dos sinais do crescente reconhecimento internacional de Portugal no ciclismo virtual é o facto de, na plataforma MyWhoosh, os Campeões Nacionais poderem utilizar o jersey oficial de Campeão Nacional, estando já em desenvolvimento o respetivo avatar digital.

Portugal afirma-se, atualmente, como um dos países com maior participação no Cycling Esports, consolidando o seu posicionamento numa disciplina em forte crescimento e onde continua a abrir caminho a nível internacional.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Alteração: Triatlo de Oeiras realiza-se a 10 de maio”


Por motivos operacionais, o Triatlo de Oeiras, inicialmente comunicado para os dias 9 e 10 de maio, será agora disputado exclusivamente no dia 10 de maio. A alteração permite garantir as melhores condições logísticas e de segurança para todos os participantes.

O evento, que decorrerá em Oeiras, contará com várias provas ao longo do dia, desde competições dos vários grupos de idade, paratriatlo e elites até à prova aberta destinada ao público em geral.

 

A organização divulga o horário atualizado:

 

Domingo, 10 de Maio

06:30 – 10:00

Secretariado (junto ao Parque de Transição)

06:30 – 08:00

Check-in – Verificação técnica e colocação do material no Parque de Transição

(obrigatoriamente todos os atletas terão de se apresentar devidamente equipados)

08:15

Hora limite de permanência de atletas no Parque de Transição

08:30

Início do Campeonato Nacional Individual GI – Masculinos até 39 anos

08:34

Início do Campeonato Nacional Individual GI – Masculinos 40-49 anos

08:37

Início do Campeonato Nacional Individual GI – Masculinos +50 anos

08:39

Início do Campeonato Nacional Individual – Paratriatlo

08:50

Início do Campeonato Nacional Individual GI – Feminino

11:00

Início da Prova Aberta

12:30

Início do Campeonato Nacional Elite, Juniores e Cadetes – Feminino

14:00

Início do Campeonato Nacional Elite, Juniores e Cadetes – Masculinos

15:00

Check-out – Recolha dos equipamentos do Parque de Transição

(os atletas poderão aceder ao seu material exibindo o dorsal à entrada)

15:30

Cerimónia de Entrega de Prémios

Fonte: Federação Triatlo Portugal

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
  • Morada: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Redacção: José Morais
  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
  • Assistência direção, área informática: Hugo Morais
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