segunda-feira, 23 de março de 2026

“Não consigo aceitar a bela história que nos estão a contar” - Ex-dopado levanta questões sobre o domínio de Tadej Pogacar após a Milan-Sanremo”


Por: Miguel Marques

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A arrebatadora vitória de Tadej Pogacar na Milan-Sanremo foi amplamente saudada como uma das prestações mais extraordinárias da sua carreira. Mas nem todos foram arrastados pela onda de admiração que se seguiu.

Erwann Mentheour, ex-profissional que admitiu ter recorrido ao doping durante a carreira, apelou à prudência na forma como se recebe tamanha dominância, questionando se prestações deste nível devem passar sem escrutínio.

“No ciclismo, a admiração nunca deve sobrepor-se ao pensamento crítico”, escreveu Mentheour numa longa reação publicada após a corrida. “Quanto mais extraordinária parecer uma prestação, mais deve suscitar perguntas. Sem insultos nem fantasias… apenas perguntas”.

Essa perspetiva coloca os seus comentários em claro contraste com o tom de grande parte das reações pós-corrida, em que a atuação de Pogacar foi descrita por toda a Europa como histórica, espetacular e até sem precedentes.

 

“O que estou a ver vai muito além do que experienciei”

 

O desconforto de Mentheour não se centra num único momento, mas no padrão mais amplo das prestações de Pogacar, com o esloveno a demonstrar, mais uma vez, capacidade para moldar um Monumento de múltiplas formas.

De uma queda antes da Cipressa, a perseguir para regressar, atacar sem tréguas e ainda vencer ao sprint na Via Roma, Pogacar apresentou um recital que combinou resiliência, força e controlo tático.

Para Mentheour, esse nível de consistência e versatilidade é precisamente o que suscita preocupação. “Honestamente, estou estupefacto”, escreveu. “Vejo o Pogacar correr, ganhar, encadear resultados, dominar, recuperar e recomeçar, e não consigo aceitar a linda história que nos estão a contar”.

E prosseguiu: “Um corredor que quase nunca quebra, que atravessa as épocas com uma consistência tão implacável, que parece capaz de fazer tudo, em todo o lado, o tempo todo, deveria provocar algo mais do que aplausos automáticos”.

O antigo ciclista da La Francaise des Jeux deixa claro que a sua reação é moldada pela experiência vivida noutra era do pelotão. “Pessoalmente, não escondo o meu desconforto. O que estou a ver vai muito além do que conheci, experienciei e compreendi sobre o desporto de elite”.

 

O passado do ciclismo ainda molda o presente

 

O argumento de Mentheour assenta na história do ciclismo e na convicção de que os escândalos do passado devem continuar a informar a leitura das prestações atuais. “O ciclismo tem um passado demasiado sujo para nos maravilharmos como crianças”, escreveu. “Este desporto mentiu, enganou, ocultou e destruiu reputações, corpos e gerações inteiras de corredores.”

Nesse contexto, insiste que questionar prestações excecionais não deve ser visto como polémico. “Perguntar se uma dominância tão total é plausível não é escandaloso. É o mínimo dos mínimos”.

As suas declarações contrastam fortemente com os elogios esmagadores que se seguiram ao tão aguardado triunfo de Pogacar na Milão–Sanremo, vitória que finalmente preencheu outra peça em falta no seu já notável palmarés.

Enquanto muitos se concentraram no brilho da prestação, a intervenção de Mentheour garante que os velhos fantasmas continuam a teimar aparecer, mas quando olhamos para o passado deste sujeito, devemos dar-lhe pouco crédito...

“Agora está claro que ele não tem limites” - Eddy Merckx ficou ‘sem palavras’ após a incrível vitória de Tadej Pogacar na Milan-Sanremo”


Por: Letícia Martins

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A vitória de Tadej Pogacar na Milan-Sanremo, este sábado, desafiou toda a lógica. O Campeão do Mundo soma feitos enormes, mas poucos esperariam que vencesse da forma como o fez, depois de cair com violência a poucos quilómetros do sopé da Cipressa. Eddy Merckx, com quem Pogacar é frequentemente comparado, ficou sem palavras perante a exibição do esloveno.

“Deixou-me sem palavras. Esperava que ele ganhasse assim? Sinceramente, não. Acho que isto pode ser considerado uma das suas maiores performances”, disse o Canibal em entrevista à Eurosport. “A reação que teve após a queda foi a de um verdadeiro campeão.”

Pogacar esteve envolvido numa queda a alta velocidade na aproximação nervosa à principal subida do dia e, apesar da sua qualidade, não era esperado que conseguisse regressar ao pelotão, chegar à frente e ainda atacar a subida de 5,6 quilómetros praticamente no mesmo ponto de há 12 meses.

O plano foi executado como previsto, mesmo que o contexto fosse totalmente inesperado. Só Mathieu van der Poel (que também caiu) e Tom Pidcock conseguiram segui-lo ali, apesar do claro handicap no início da ascensão.

Mas, apesar da queda e do esforço extra, tinha pernas para fazer a diferença. Depois de recuperar, conseguiu deixar o neerlandês no Poggio. “O facto de Van der Poel ceder no Poggio surpreendeu-me. O facto de Mathieu não ter conseguido sustentar o esforço é, verdadeiramente, mérito de Pogacar.”

A vitória esteve longe de garantida, com um Tom Pidcock em grande forma a não ceder na descida e a apresentar armas semelhantes ao sprint. Mas a resistência do esloveno foi evidente, ao conseguir repetir esforços máximos várias vezes sem quebrar e depois sprintou para a victoria, algo que não seria expectável após a queda e também face ao esforço adicional a que foi obrigado.

“Lançou o sprint na frente, com a mesma força e convicção de Van der Poel no ano passado. Se sprintas assim e ninguém te consegue ultrapassar, não restam dúvidas sobre quem é o mais forte”, argumenta Merckx. Com isto, Pogacar soma agora 11 vitórias em monumentos, face às 19 de Merckx. Mas conquistou aquela que, talvez, menos se adequava às suas características, o quarto monumento no seu palmarès.

A lenda belga, hoje com 80 anos, admite surpresa por só em 2026, à sexta tentativa, Pogacar ter vencido o monumento italiano. “O Pogacar já merecia uma Sanremo e, na verdade, é estranho que ainda não a tivesse ganho. Agora ficou claro que não tem limites. O que mais lhe falta fazer?”

 

Pogacar e Roubaix

 

Para completar uma lista de vitórias quase inalcançável, os cinco monumentos do ciclismo, falta Paris-Roubaix, onde foi segundo na estreia, no ano passado. Mas Merckx sugere que esta perseguição pode não se alongar muito.

“No ano passado caiu no empedrado, caso contrário teria chegado ao velódromo com Van der Poel para discutir a vitória e quem sabe como isso teria terminado”, defende. “Claro que a sorte tem um papel maior no empedrado do que o habitual, por isso vai precisar que ela esteja do seu lado.”

“Uma das corridas que me favorece, mas os adversários estão muito fortes” - João Almeida avalia o teste com Vingegaard e Evenepoel na Volta à Catalunha”


Por: Miguel Marques

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João Almeida chega à Volta à Catalunha 2026 com um percurso que favorece as suas características, mas também com uma preparação que não foi totalmente linear. Após uma doença tê-lo afastado do Paris-Nice, o português alinha perante um pelotão de geral de alto nível, liderado por Jonas Vingegaard e Remco Evenepoel.

Nesse contexto, a Catalunha torna-se não apenas uma oportunidade, mas um primeiro teste ao seu estado de forma. “Acho que estou bem. Fiz um bom bloco de treino. Não muito grande, mas acho que foi bom. Vamos ver como corre”, disse o português ao Cycling Pro Net.

Essa avaliação ponderada reflete confiança e cautela. Embora o traçado favoreça Almeida, a profundidade da concorrência deixa pouca margem para erro.

“Grandes candidatos, um pelotão muito forte. Espero que o tempo se mantenha bom todos os dias e, sim, vai ser uma corrida dura. Está tudo lá para ser uma boa semana, mas também com muitas dores nas pernas”.

 

Uma corrida que encaixa, mas não só para ele

 

No papel, poucas provas de início de época se alinham tão bem com o perfil de Almeida. Sem contrarrelógio para abrir diferenças, o foco recai totalmente na consistência a subir e no posicionamento ao longo de várias chegadas em alto e esforços explosivos em subida. “Acho que me favorece. Talvez seja uma das corridas que melhor me favorece. Mas os adversários são muito fortes e também lhes assenta bem”.

Esse equilíbrio define o desafio. A Catalunha não se resume a adequação ao percurso, mas a como cada um rende frente a rivais igualmente talhados para o terreno.

Na UAE Team Emirates - XRG, Almeida será o líder absoluto, assim a equipa se coloque totalmente ao seu dispor. Brandon McNulty e Jay Vine oferecem alternativas na montanha, dando à equipa flexibilidade caso a corrida se torne agressiva cedo ou se fracione ao longo de várias etapas.

 

Sem riscos antecipados na 1ª etapa

 

A etapa inaugural costuma criar um cenário delicado para os homens da geral, com o risco de cortes ou diferenças de tempo a forçar decisões desconfortáveis. Embora sprints reduzidos pontualmente tenham atraído candidatos à geral para a luta de posicionamento, Almeida mostra relutância em assumir riscos desnecessários tão cedo. “Duvido um pouco disso, mas talvez… quem sabe".

É uma resposta típica, contida, mas alinhada com uma abordagem mais ampla. Com terreno decisivo reservado para mais tarde na semana, a prioridade deverá ser evitar problemas em vez de forçar movimentos prematuros.

Perante a combinação da força de Vingegaard, Evenepoel e um leque profundo de apoios em várias equipas, a missão de Almeida está clara. A corrida favorece-o, mas favorece quase todos aqueles que precisa de bater.

“Resultados 1ª etapa da Volta à Catalunha 2026: Dorian Godon impõe-se a Remco Evenepoel no foto-finish após a UAE fracionar o pelotão sem recompensa”


Por: Miguel Marques

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A etapa de abertura da Volta à Catalunha 2026 teve um final dramático e imprevisível, com Dorian Godon a bater Remco Evenepoel por escassos centímetros após um arranque tardio que chegou a fracionar o pelotão.

Numa jornada que parecia encaminhada para um sprint controlado, prevaleceram as táticas agressivas, mudanças constantes de ritmo e um final seletivo que trouxe os homens da geral para a luta pela vitória.

 

Fuga inicial marca o dia antes do controlo do pelotão

 

O dia começou com uma fuga de cinco corredores a destacar-se no terreno ondulado, com Baptiste Veistroffer como o mais ativo na dianteira. O francês somou pontos da montanha e sprints intermédios para garantir a primeira camisola da montanha da corrida, animando uma iniciativa que sempre pareceu destinada a ser anulada.

Atrás, o pelotão manteve a fuga sob vigilância apertada. A INEOS Grenadiers assumiu cedo a perseguição, sinalizando aposta clara num desfecho ao sprint, enquanto outras equipas se mantiveram atentas à redução gradual da diferença.

Apesar de um breve período em que a fuga ganhou algum fôlego, o desfecho nunca esteve realmente em causa. Já dentro dos últimos 25 quilómetros, o movimento foi neutralizado, preparando um final cada vez mais tenso.

 

Aceleração da UAE redefine a corrida

 

A corrida incendiou-se verdadeiramente nos últimos 10 quilómetros. A UAE Team Emirates - XRG elevou drasticamente o ritmo, com Ivo Oliveria e Marc Soler a imporem-se na frente e a esticarem de imediato o pelotão. A aceleração provocou cortes, com vários corredores a ficarem para trás à medida que o grupo se fragmentava sob a pressão.

Entre os apanhados pelo corte estiveram Giulio Ciccone e Tao Geoghegan Hart, sublinhando quão seletivo se tornara o final. Por momentos, tudo indicava que a etapa seria decidida por um grupo reduzido dos mais fortes, e não por um sprint.

Com a equipa de João Almeida a ditar o andamento e protagonistas como Jonas Vingegaard e Remco Evenepoel bem colocados na frente, a corrida transformou-se de uma perseguição controlada numa luta total pela posição.

 

Reagrupamento prepara um sprint final emocionante

 

Contudo, a descida para Sant Feliu de Guíxols permitiu o reagrupamento.

Uma parte significativa do pelotão voltou a fazer a ponte nos quilómetros finais, reabrindo o cenário de sprint. Ainda assim, a agressividade não abrandou, com a Bahrain Victorious a tentar um movimento tardio através de Santiago Buitrago e Lenny Martinez, rapidamente neutralizado.

Seguiu-se uma aproximação rápida e técnica à meta, com a colocação a revelar-se decisiva.

Dentro do último quilómetro, o ritmo manteve-se alto, com as equipas ainda a lutar pelo controlo. Tom Pidcock lançou o sprint de longe, obrigando a uma resposta precoce, antes de Evenepoel passar nos metros finais.

Mas foi Dorian Godon quem cronometrizou melhor o esforço, surgindo ao lado nos derradeiros metros para vencer na linha num apertado photo finish. Pidcock segurou o terceiro lugar, coroando um final que foi muito além de um sprint simples. João Almeida chegou integrado no pelotão, em 23º lugar, bem como Afonso Eulálio, 66º, depois de ter trabalhado na frente do pelotão.

“Taça da Europa de Quarteira junta alguns dos melhores triatletas do mundo”


A Taça da Europa de Quarteira regressa nos dias 28 e 29 de março, trazendo à região algarvia a elite da modalidade e as principais esperanças juniores. Serão cerca de 250 triatletas de mais de 20 nacionalidades.

A jornada de sábado, 28 de março, será dedicada às competições de elite, que contam com 130 triatletas internacionais. Na prova masculina, agendada para as 16h30, Portugal apresenta 11 atletas, entre eles Vasco Vilaça, medalha de bronze no Mundial de 2025, e Miguel Tiago Silva, reconhecido como um dos nadadores mais fortes do circuito internacional. A seleção portuguesa fica completa com João Nuno Batista, Gustavo do Canto, Rodrigo Pissarra, João Vaz, Tomás Figueiredo, João Canadas, Diogo Tomé e João Mansos.

A provas masculina de Quarteira contará com nomes de peso do circuito mundial, como o britânico Hugo Milner, Mark Devay da Hungria, o norte-americano Seth Reider ou o norueguês Vetle Thorn.

Na competição feminina, marcada para as 13h45, a olímpica Maria Tomé junta-se a mais cinco portuguesas: Madalena Almeida, Mariana Vargem, Matilde Santos, Cassilda Carvalho e Inês Rico.  Numa start list de elevado nível competitivo, destaque também para a presença da atual campeã europeia, a belga Jolien Vermeylen, atual número 7 do mundo.

O domingo, 29 de março, será reservado à Taça da Europa Júnior, reunindo um dos maiores contingentes nacionais dos últimos anos: mais de 16 triatletas masculinos e 11 triatletas femininas estarão em prova. As competições juniores reforçam o papel de Quarteira como palco privilegiado de desenvolvimento de talento, proporcionando aos jovens atletas experiência internacional e contacto com um ambiente competitivo de referência.

  “É com enorme satisfação que o concelho de Loulé volta a receber a elite do triatlo mundial no Triatlo Internacional de Quarteira. Para nós, esta é mais do que uma competição desportiva: é um momento que projeta internacionalmente o nosso concelho, reforça a nossa aposta no desporto e gera um impacto socioeconómico muito significativo, dinamizando a economia local, o turismo e a vida da nossa comunidade. São já 24 anos de ligação ao triatlo que nos enchem de orgulho” – Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé.

A Taça da Europa de Quarteira terá a maior cobertura audiovisual de sempre, com transmissões em directo nas redes sociais a partir de sexta-feira, dia 27 de março.

“Estamos a preparar uma das maiores festas de sempre da nossa modalidade. Teremos entre nós alguns dos melhores triatletas do mundo e várias referências da nossa seleção. Será, mais uma vez, um fim-de-semana de promoção do triatlo. Aos triatletas internacionais vamos juntar, em mais uma edição da Taça de Portugal, no domingo, cerca de 550 triatletas de dezenas de clubes, de norte a sul e ilhas. Agradecemos a presença de todos os atletas que ajudam a fazer de Quarteira um marco histórico do triatlo português, esperando que alcancem os seus objectivos” – Fernando Feijão, presidente da Federação de Triatlo de Portugal.

Start lists de elites, aqui: https://events.triathlon.org/2026-europe-triathlon-cup-quarteira/start-lists

Start lists de juniores, aqui: https://events.triathlon.org/2026-europe-triathlon-junior-cup-quarteira/start-lists

 

Programa – Taça da Europa de Triatlo de Quarteira 2026

 

(Local: Quarteira – 28 e 29 de março)

Sábado, dia 28 de março

13h45 – Taça da Europa Elite Feminina

Women’s European Cup

16h30 – Taça da Europa Elite Masculina

Men’s European Cup

18h30 – Cerimónia de Entrega de Prémios, junto à meta

Awards Ceremony

Domingo, dia 29 de março

09h30 – Taça da Europa Juniores Feminina

Women’s Junior European Cup

10h45 – Taça da Europa Juniores Masculina

Men’s Junior European Cup

11h45 – Cerimónia de Entrega de Prémios Taça da Europa

European Cup Awards Ceremony

12h45 – Taça de Portugal Feminina

Women’s Portuguese Cup

13h45 – Taça de Portugal Masculina

Men’s Portuguese Cup

16h30 – Cerimónia de Entrega de Prémios, junto à meta

Portuguese Cup Awards Ceremony

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“François Vie e Sara Neto campeões nacionais de duatlo cross”


François Vie e Sara Neto são os novos campeões nacionais de duatlo cross, ao vencerem a prova disputada este domingo, 22 de março, em Vila Nova de Famalicão.

Na competição masculina, François Vie (SFRAA Triatlo) cortou a meta no primeiro lugar com o tempo de 1:01:20, seguido de  Rúben Macedo (CDASJ) com 1:01:35, e por Diogo Carvalhinho (Outsystems Olímpico de Oeiras) em 1:01:59. No setor feminino, Sara Neto (CNATRIL Triatlo) venceu com o tempo de 1:13:31, superando Inês Raimundo (AmoraSub/Associação Naval), que terminou em 1:14:24, e Alessia Teixeira (Tri Clube Penafiel), em 1:17:48.

Na classificação coletiva do Campeonato Nacional de Clubes de Cross, o Tri Clube Penafiel conquistou o primeiro lugar tanto no setor masculino como no feminino.

A festa do Duatlo Cross de Famalicão juntou cerca de 500 atletas.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“ALMEIDA ENFRENTA VINGEGAARD, EVENEPOEL E PIDCOCK NA VOLTA A CATALUNHA 2026”


Por: Por: Vasco Simões

Foto: Getty Images

A semana arranca em grande para os fãs de ciclismo, com o início da 105.ª edição da Volta à Catalunha, uma das corridas mais prestigiadas do calendário World Tour e que promete espetáculo do primeiro ao último quilómetro. Ao longo de 1.081 km e mais de 20.000 metros de desnível acumulado, o pelotão parte de Sant Feliu de Guíxols rumo à consagração final em Barcelona, num percurso exigente e pensado para separar os verdadeiros candidatos à vitória.

O pelotão de 161 ciclistas reúne algumas das maiores estrelas da modalidade. Jonas Vingegaard surge como principal referência após a sua exibição dominante na Paris-Nice, mas terá forte oposição de João Almeida, líder da UAE Team Emirates-XRG, que regressa com ambição renovada. Na luta pela geral entram ainda nomes como Remco Evenepoel, sempre explosivo e imprevisível, e Tom Pidcock, motivado após o triunfo na Milão-Sanremo, garantindo um duelo ao mais alto nível. Destaque ainda para a presença do português Afonso Eulálio, em representação da Bahrain – Victorious.

O percurso reserva as decisões para a alta montanha. As chegadas em Vallter, Coll de Pal e Queralt prometem ataques, quebras e diferenças importantes, em etapas onde cada pedalada poderá fazer a diferença. Antes disso, jornadas sinuosas e finais técnicos abrem espaço a sprinters e aventureiros, enquanto o tradicional circuito de Montjuïc, em Barcelona, mantém a incerteza até ao último dia, uma imagem de marca desta prova histórica.

Acompanhe toda a emoção da Volta à Catalunha em direto no Eurosport e na plataforma de streaming HBO Max. Sete dias, sete etapas, e apenas um vencedor.

Fonte: Eurosport

“Tavfer-Ovos. Matinados-Mortágua escreve história em simultâneo na Arrábida e Ontur”


Pela primeira vez na sua história, a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua competiu em simultâneo em duas provas UCI, deixando a sua marca de combatividade no Troféu Internacional da Arrábida, nas exigentes estradas da Serra da Arrábida com partida em Palmela e chegada ao Castelo de Sesimbra, e no Gran Premio Primavera Ontur, estreia UCI 1.2 em Espanha com os seus setores de sterrato que recordam as grandes clássicas europeias.

Na Arrábida, o dia começou a alta velocidade, com Daniel Dias a integrar a fuga inicial e a vencer a primeira montanha no Alto de São Paulo, cumprindo um dos objetivos traçados pela equipa. Como o próprio ciclista recordou: "Consegui entrar na fuga do dia e vencer a primeira montanha, que era um dos objetivos da equipa. Infelizmente, tive de trocar de bicicleta por uma avaria e não consegui discutir a 2.ª montanha, sendo alcançado já na parte final da subida da Arrábida". Bruno Silva foi o melhor da Tavfer - Ovos Matinados-Mortágua em 25.º lugar, numa corrida que deixou "boas sensações, mas uma sensação agridoce", nas palavras de Dias, que sentiu capacidade para a camisola de montanha.


Em Ontur, o bloco português trabalhou incansavelmente na frente do pelotão para anular a fuga, com Ángel Sánchez a destacar-se na colocação e puxada nos sterratos. A sorte, porém, não acompanhou: três quedas abalaram o grupo, algo que acaba por ser relativamente comum numa prova com sterrato. João Matias na disputa do sprint final, acabou por fechar no combativo 17.º lugar. "Estou muito contente por poder sentir que estou novamente na discussão de corridas e ainda por cima numa clássica assim! Foi um dia de muita luta, onde desfrutei por andar na frente e pelas sensações", afirmou Matias, agradecendo a confiança dos companheiros.

Um fim de semana histórico que enche de orgulho a estrutura mortaguense, com a Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua agora virada para a Volta ao Alentejo e determinada em continuar este bloco de corridas com ambição e entrega.

 

9.º Troféu Internacional da Arrábida (153,9 km)

 

1.º Enea Sambinello (UAE Team Emirates Gen Z), 3h38m44s

25.º Bruno Silva (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 50s

38.º Diego López (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m56s

46.º Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 2m26s

50.º Daniel Dias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 3m30s

66.º Simão Lucas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 10m12s

DNF Francisco Alves (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua)

 

Gran Premio Primavera Ontur – Diputación de Albacete (167,8 km)

 

1.º Axel van der Tuuk (Euskaltel - Euskadi), 3h47m08s

17.º João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m07s

38.º Ángel Sánchez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m15s

84.º Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 9m44s

88.º César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 9m48s

DNF Lois Dejesus (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua)

DNF Francisco Morais (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua)

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

“George Madley e Maria Pomes vencem a 2.ª Taça de Portugal de Downhill presented by Shimano - Monte da Padela”


Fotos: Francisco Mateus / FPC

A Taça de Portugal de Downhill presented by Shimano regressou este fim de semana ao Carvoeiro, no Monte da Padela, para a disputa da segunda etapa da época de 2026, prova de Classe 1. A jornada voltou a reunir nomes fortes desta vertente, que enfrentaram uma das pistas mais técnicas do circuito nacional. Entre os Elites masculinos, a vitória foi para o britânico George Madley (High Country) e nas femininas o triunfo pertenceu à espanhola Maria Pomes.

Com terreno seco, mas altamente escorregadio nas zonas de pedra, a descida exigiu absoluta precisão dos atletas, que rapidamente perceberam que qualquer erro seria fatal numa pista onde o nível técnico não perdoa.

George Madley assinou uma descida praticamente perfeita e triunfou com o melhor tempo do dia: 02:17.695. A intensidade da luta pela vitória ficou evidente na curta diferença para os perseguidores, visto que ficaram todos no mesmo segundo: o francês Antoine Rogge (DragonSpeed DH) e o britânico Noa Walker. Álvaro Pestana (Clube Next Gen) foi o melhor português a descer, ficando em sexto lugar, a 04.278 segundos.

Nas femininas, Maria Pomes fez uma descida muito sólida e venceu com 02:44.977. Pomes superou por margem mínima as irmãs Zoe Zamora e Kira

Zamora, ambas da HB61, respetivamente segunda e terceira classificadas, com diferenças inferiores a quatro segundos para o tempo vencedor.


Nos Sub23 masculinos o vencedor foi novamente George Madley (High Country), que além de vencer a Geral Elite, venceu igualmente o ranking Sub23, reforçando a sua liderança clara na Taça após duas provas. Noa Walker e Marius Krähenbühl voltaram a ocupar o pódio.

Entre as Sub23 femininas, a vitória pertenceu a Maria Pomes, que voltou a colocar-se em evidência ao conjugar a vitória Elite com o topo do ranking Sub23 nesta etapa, de novo à frente de Kira Zamora, segunda classificada.

Nas restantes categorias, Mario Barreiro (Club Ciclista Cerdedo Cotobade) venceu em Sub-19 masculinos e Daniel Barcia (Endurrazo Club THC Bike) em Sub-17. Edward Jones (Gravity School Racing) venceu em Sub-15 masculinos e em Sub-13 masculinos a vitória pertenceu a Sebastian Gutierrez (V.C. Les Gets).

Quanto aos Masters, Francisco Sousa (WILDBOYS / Tomar Cidade Templária) venceu em M30, Fabián Ciria em M35, Rui Cabrita (Wildpack Algarve Racing) em M40, Paulo Domingues (Casa do Povo do Alqueidão) em M45, Miguel Pintos (VigoEnduro) em M50, João Gonçalves (Mirachoro Hotels-Centro Ciclismo de Portimão) em M55, José Reis (Auren Racing Team) em M60 e Marco Reis (Águeda Bike Friends / Bxpress) em Open Experts.

Com os resultados acumulados de Porto de Mós e Monte da Padela, a classificação geral da Taça de Portugal presented by Shimano mantémse em aberto nas principais categorias.

Nos Elites masculinos, George Madley assume agora a liderança, somando 380 pontos, seguido de Marius Krähenbühl, com 365 pontos.

Entre as Elites femininas, a liderança é para Zoe Zamora, com 360 pontos, fruto da regularidade nas duas etapas. Seguese Kira Zamora, com 320 pontos. Maria Pomes, ao vencer hoje, soma agora 250 pontos, aproximando-se da luta direta pela liderança.

Nos Sub23 masculinos, George Madley acumula já 440 pontos, destacandose como líder isolado e nas femininas desta categoria, Kira Zamora lidera com 440 pontos, apesar da vitória de hoje ter ido para Maria Pomes, que ocupa a viceliderança, com 250 pontos.

A terceira ronda da Taça de Portugal de Downhill presented by Shimano - Downhill do Caramulo, classe C1, em Santiago de Besteiros, vai realizar-se nos dias 18 e 19 de abril.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

Ficha Técnica

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