Foto: EPA/NICOLAS BOUVY
A contratação mais sonante da Sky para 2016 impôs-se
na especialidade do atual campeão do mundo.
O polaco Michal Kwiatkowski levou hoje a melhor num
duelo de campeões do mundo, ao bater ao ‘sprint’ o eslovaco e favorito Peter
Sagan (Tinkoff), para dar à Sky a segunda vitória seguida na ‘clássica’ E3
Harelbeke, na Bélgica.
Na primeira prova do WorldTour com troços empedrados, a contratação mais
sonante da Sky para 2016 impôs-se na especialidade do atual campeão do mundo,
depois de ambos se terem isolado a 30 quilómetros da meta, numa prova em que o
único português presente, Nelson Oliveira (Movistar), foi 45.º, a quase de sete
minutos.
Peter Sagan, vencedor da E3 Harelbeke em 2014, registou o seu segundo posto na
‘clássica’ que antecede a Gent-Wevelgem e o Paris-Roubaix, todas conhecidas
pelos difíceis setores de ‘pavé’. O eslovaco terminou a quatro segundos,
visivelmente incapaz de responder à aceleração final de Kwiatkowski, campeão do
mundo em 2014, que completou os 206,4 quilómetros em 4:49.34 horas.
"Juntamente com Michal Kwiatkowski fui o mais forte do dia. Estiveram a
gritar-me aos ouvidos que os perseguidores estavam a apanhar-nos. Dei tudo o
que tinha para que a fuga vingasse e não tive forças para o ‘sprint’”, explicou
o eslovaco no final.
Sagan era o mais interessado em manter as distâncias para o grupo perseguidor e
esteve durante maior período a liderar a fuga, fator de desgaste que
Kwiatkowski aproveitou para arrebatar o primeiro triunfo pela Sky: "Estive
protegido pelos meus companheiros, mas sabia que estava com condições para ir
numa fuga para a vitória".
A Sky consegue reeditar a vitória de 2015, em Harelbeke, na altura com o
britânico Geraint Thomas, vencedor do Paris-Nice e da Volta ao Algarve desta
temporada, aumentando a liderança do 'ranking' de equipas, sobre a BMC, de um
para 130 pontos.
O britânico Ian Stannard (Sky) completou o pódio, terminando à frente dos
favoritos, o suíço Fabian Cancellara (Trek), vencedor por três vezes, e do
belga Tom Boonen (Etixx-QuickStep), detentor de um recorde de cinco vitórias.
Cancellara teve uma avaria que o colocou a minuto e meio do pelotão e viu-se
incapaz de alcançar a fuga que se gerara ainda com o suíço fora do grupo
principal, terminando, ainda assim, no quarto posto.
A prova ficou ainda marcada por 90 desistências e um dos potenciais vencedores
Greg Van Avermaet, vencedor do Tirreno-Adriático, não alinhou à partida por problemas
digestivos.
Nelson Oliveira, que só na quinta-feira se juntou à equipa, acabou em 45.º, a
6.54 minutos do vencedor, depois de ter estado em risco de não participar na
prova por falta de ligações aéreas para a Bélgica, na sequência dos atentados de
terça-feira em Bruxelas.
A prova belga, que esteve para ser cancelada por falta de condições de
segurança, homenageou as vítimas do atentado terrorista de Bruxelas, com um
minuto de silêncio antes da partida.
Fonte: SAPO Desporto c/Lusa